Canhotos: “uma questão à esquerda”

O facto de alguém ser destro ou canhoto constitui uma condição natural, geralmente hereditária, e não um problema, como costuma considerar-se erradamente.

Chama-se lateralidade à tendência que cada pessoa tem para utilizar a parte direita ou esquerda do seu corpo. De acordo com esta predisposição, podemos dividir os seres humanos em canhotos, destros, e ambidestros se utilizarem ambas as mãos indistintamente. Nas pessoas que utilizam a mão esquerda, o hemisfério direito do cérebro é predominante, enquanto que nos destros o domínio recai no hemisfério esquerdo.

Uma tendência precoce

Embora seja possível que uma criança de dois anos possa agarrar num lápis com a mão esquerda, a sua recente lateralidade só fica definida na entrada para a pré-escola, dado que é nesse momento que a motricidade fina começa a tornar-se mais estruturada. Pode acontecer que até aos dois ou três anos a criança faça gatafunhos com a mão direita e depois acabe por ser canhota. No entanto, a tendência costuma verificar-se desde muito cedo, a partir da maneira como utiliza as suas mãozinhas.

Uma condição “que vem de fábrica”

O facto de alguém ser destro ou canhoto constitui uma condição natural, geralmente hereditária, e não um problema, como costuma considerar-se erradamente. Por isso, ao chegar à idade pré-escolar é importante estimular a criança para que continue a utilizar a mão que escolheu.

Assim, se a criança for canhota, quando iniciar o jardim de infância, os papás deverão falar com o professor de modo que ele conheça a situação e a estimule a utilizar a mão esquerda. Antigamente, era comum que no colégio se tentasse corrigir a criança canhota, obrigando-a a utilizar a mão direita.

Actualmente, demonstrou-se que esta “correcção” pode ocasionar problemas no desenvolvimento da motricidade fina da criança, assim como dificuldades na aprendizagem da leitura e da escrita. Felizmente, na actualidade este comportamento foi abandonado e inclusivamente estimulam-se as crianças para que utilizem a mão que preferirem, aceitando tratar-se de uma condição “que já vem de fábrica”.

Absoluta ou parcial?

Algumas crianças são canhotas para comer, para escrever, para dar pontapés na bola, e para todas as actividades que realizam. Outras, no entanto, são-no somente para escrever mas não para o resto das acções, que executam na perfeição com a mão direita.

Isto deve-se a que existem diferentes lateralidades, conforme se trate das mãos, dos olhos dos pés ou dos ouvidos. Quando uma pessoa utiliza exclusivamente uma mão para executar todas as acções, dizemos que tem uma lateralidade absoluta, ou seja, que um dos hemisférios prevalece de forma absoluta sobre o outro.

Esta situação dá-se aproximadamente em 60 por cento das crianças. Mas a lateralidade da mão, do olho ou do pé nem sempre é absoluta; por exemplo, uma criança pode usar o pé esquerdo e a mão direita. Neste caso, fala-se de lateralidade cruzada, situação que se apresenta em cerca de 40 por cento das crianças.

Um mundo para destros

No caso das crianças ambidestras, que podem empregar indistintamente ambas as mãos, no momento da entrada no jardim infantil é necessário decidir que mão utilizarão para escrever. Se a criança tiver uma maior habilidade com a mão esquerda, será preciso estimular o seu uso, e o mesmo faremos a respeito da mão direita. Quando a capacidade para o uso de ambas as mãos não apresenta diferenças, então conviria tentar que a criança desenvolvesse as suas habilidades como destra, já que o mundo está pensado dessa maneira.

Porque é verdade que as crianças canhotas devem enfrentar, ao princípio, algumas dificuldades. Por exemplo, se tivermos em conta que a nossa escrita precisa de uma progressão da esquerda para a direita, no momento de aprender, a criança canhota encontrar-se-á com um problema, já que a sua tendência natural lhe indica escrever da direita para a esquerda. Além disso, quando escreve, a criança canhota esconde o que vai escrevendo à medida que a sua mão avança, enquanto que a destra pode ver o que escreveu anteriormente.

Crianças em boa posição

É normal que no momento de escrever, os canhotos adoptem posições “compensadoras”, como inclinar o ombro esquerdo para a frente, ou então inclinar-se para a direita para poder movimentar melhor o braço, ou colocar a sua mão acima do que escreveu para deixá-lo mais livre (posição de gancho). Neste caso, tanto em casa como na escola, é possível colocar em prática algumas medidas simples que facilitem à criança a tarefa sem que tenha de adoptar posturas forçadas. Por exemplo:

Colocar o papel mais à esquerda.

Inclinar o papel para a direita, de maneira a não forçar o movimento da mão.

Ajudá-la a colocar a mão por debaixo da linha de escrita, para evitar a posição de gancho.

Quando a professora ajuda a criança, deve colocar-se sempre do lado da mão que a criança utiliza para escrever.

Uma decisão muito pessoal

A maioria das crianças não tem uma clara preferência manual antes dos três ou quatro anos. A partir dessa idade, já começam a manifestar uma tendência decisiva para uma das mãos; mas será a partir da entrada na pré-escolar que a criança faz a escolha da lateralização definitiva.

Nesse momento, é importante respeitar a decisão da criança, mesmo que escolha a mão esquerda. Lembre-se que forçá-la só lhe provocará mais dificuldades do que aquelas que deve enfrentar num mundo pensado exclusivamente para destros.

Para avaliar como mexe as mãos podemos observar, por exemplo:

A velocidade da criança a dar cartas, e a forma como as manipula.

Que mão utiliza para abrir e fechar uma porta.

Com que mão lava os dentes ou se penteia.

Para determinar a lateralidade dos olhos:

Fazê-la olhar por uma fechadura e verificar com que olho o faz.

Segurar numa folha de cartolina, fazer-lhe um orifício e pedir-lhe que olhe através dele (vê-se que olho utiliza).

A lateralidade na utilização dos pés manifesta-se quando:

A criança joga à “macaca”.

Ao dar pontapés numa bola.

Embora a maioria dos objectos (tesouras, violas, talheres, “rato” do computador…) estejam desenhados para pessoas destras, nalgumas lojas especializadas conseguem-se produtos para crianças canhotas.

Fonte

Visitado em 16/07/07

 

Breast cancer more likely in left-handers

By Duncan Gardham
(Filed: 26/09/2005)

Women who are left-handed are more than twice as likely to contract breast cancer before the menopause as right-handed women, research has found.

Scientists believe the cause may lie in the exposure to high levels of sex hormones before birth which can induce left-handedness as well as changes in breast tissue.

Epidemiologists in the Netherlands looked at more than 12,000 healthy middle-aged women as part of their research, published in the British Medical Journal today.

“Although the underlying mechanisms remain elusive, our results support the hypothesis that left-handedness is related to increased risk of breast cancer,” said the authors.

Risk factors such as social and economic status, smoking habits, family history and reproductive history were also recorded.

But the results showed that adjusting for risk factors made no difference to the increased chances of left-handed women contracting the disease.

The risk increased to 1.39 times that for right-handed women overall and 2.41 times for premenopausal cancer.

“This risk is compatible with left handedness being a marker of constitutional risk rather than of environmental risk as with postmenopausal breast cancer.”

The cause of left-handedness has previously been attributed to the hormone diethylstilbestrol and the authors suggest that this may also be responsible for the increased risk of breast cancer.

fonte

Visitado em 17/06/07

 

Attrezzatura

Capire ed aiutare i vostri allievi mancini è importante ma è anche essenziale fornire loro gli attrezzi giusti per il lavoro che stanno svolgendo per far sí che raggiungano i migliori risultati. Di seguito trovate una lista di attrezzi che sono stati progettati per essere usati nella mano sinistra od in entrambe.

Scrittura e cartoleria

L I B R I
La maggior parte delle informazioni sulla scrittura sono presenti in questa guida, ma ci sono molte altre pubblicazioni più specifiche su questo argomento. Altri libri riguardano parti pi&grave interessanti del mancinismo, con informazioni più dettagliate sulla storia, sull’atteggiamento al riguardo, sulle migliori qualitá e sulle caratteristiche distintive dei mancini. Per dettagli consultate la bibliografia.

F O R B I C I
(da bambini, da adulti, per carta e per usi generali) Si è creduto a lungo che le forbici fossero ambidestre, ma in effetti tenendo un paio di forbici nella mano sbagliata la linea da tagliare rimane nascosta e l’azione tagliante delle lame è indebolita. Questo causa problemi come un taglio inesatto, fogli strappati e stropicciati e molta frustrazione.

Le forbici mancine hanno le lame al contrario e la linea da tagliare si vede chiaramente quando sono tenute nella mano sinistra. Sono disponibili forbici mancine per bambini (con le punte arrotondate) che sono utili per ogni tipo di lavoro, con l’impugnatura in plastica o in metallo.

PENNE A CARTUCCIA – PENNINO
I pennini delle penne stilografiche sono posizionati appositamente per far fluire facilmente l’inchiostro e per aiutare nel formare le lettere. Sono necessari un pò di esperimenti e di pratica (come con tutte le cose nuove) per trovare la giusta posizione della penna. Sono disponibili sia con cartucce che con calamaio.

RIGHELLI
Graduati dalla destra sia in centimetri che in pollici, dato che la maggior parte dei mancini preferisce tracciare le linee da destra verso sinistra cosí come per la scrittura. Questo rende più scorrevole la penna – matita tenuta nella mano sinistra e il mancino non copre con la mano i numeri del righello.

TEMPERINI
I temperini mancini hanno la lama posizionata al contrario in modo che il temperino sia tenuto nella mano destra e la matita sia girata dalla mano sinistra Impugnature per matite Le impugnature per matite sono usate per evitare che la matita tenuta nella mano sinistra scivoli, e per controllare la pressione della scrittura.

INDICI E RUBRICHE
I mancini spesso trovano più naturale aprire i libri dalla copertina di fondo. Gli indici e le rubriche sono rilegati al contrario per permettere di sfogliarli con la sinistra e tenerli con la destra.

Fonte

Visitado em 31/01/08

 

De éd’une définition!

Si l’on trouve ça et là tant de tests de latéralité, c’est bien évidemment que la question n’a pas forcément une réponse aussi univoque qu’on voudrait. Il est certain que ce qui frappe souvent, tant est la force du tabou, c’est la main qui écrit (latéralité graphique, mais dans toutes les activités quotidiennes (éplucher, frotter une allumette, brosser un vêtement…) on peut utiliser l’une ou l’autre main, sans que cela soit connoté positivement ou négativement.

Pour tous ces actes ‘banalisés’ on parlera de latéralité d’usage, ou latéralité usuelle. Les recherches menées par Marguerite Auzias (ouvrage cité) montrent à quel point le comportement humain en la matière est sujet à des fluctuations, aussi bien au cours du temps qu’en fonctin des diverses activitiés proposées.

Ceci étant, ces études ont démontré que certaines éprueuves étaient plus ‘discriminantes’ ou révélatrices que d’autres. M. Auzias propose donc une épreuve réduite aux 10 items les plus fiables, étant entendu que d’autres items sont également riches d’enseignements’.

“Ces items sont les suivants : allumette, piquage, gommer, taping, se brosser, cirer chaussure, cuillère, transvaser, compte-gouttes et clochette”.

Il y a selon cette étude, une très forte corrélation entre la main ‘usuelle’ et la main ‘graphique’, même si cette correlation n’est pas totale.

Toutes les études montrent que le degré de latéralisation peut varier sur une échelle quasi-continue allant de la droiterie la plus complète jusqu’à une gaucherie totale, en passant par toutes les sortes d’ambidextrie. Sur ce même terrain, on pourra aller soi même remplir le questionnaire de latéralité à cette adresse: www.indiana.edu/~primate/forms/hand.html

fonte

Visitado em 09/06/07