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  1. Aos 5 anos de idade eu não tinha noção de esquerda e direita, toda vez que precisava distinguir eu tinha que pegar um lápis e sentir em qual mão eu conseguia escrever. Até que observei um dia que eu tenho uma marca de nascença na mão direita e associei isso com a mão “suja” e a esquerda com “mão limpa”. Lembro-me de um dia específico em que uma professora substituta lecionou para minha turma. Sem um roteiro certo, ela perguntou quem sabia escrever o nome completo. Eu disse: eu sei! Eu havia aprendido com minha mãe, de tanto insistir para ela me ensinar. Ela me deu uma folha em branco e um lápis e eu comecei a escrever meu nome completo em letras cursivas (era a única coisa que eu sabia escrever em letras cursivas) Enquanto eu escrevia, ela chamou uma outra professora e disse: “Olha! Ele é canhoto e escreve o nome dele inteiro “odahlepse” em letras cursivas. Essa observação ficou em minha memória mesmo sem entender a estranheza e admiração dela. Depois de uns meses que fui entender o que era escrever espelhado e aprendi a escrever no sentido convencional.

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